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sábado, 31 de julho de 2010
Café na cama...ou melhor, omelete na cama!



Não estou cabendo em mim de tanta felicidade! Recebi ontem pelos Correios, amostras de Alho Negro gentilmente enviadas pelo Sérgio Rossi da Cia. de Especiarias Rossi.


Estou me programando para criar e testar algumas receitas, mas hoje não resisti! Decidi acordar os meus filhos com um cafezinho na cama, ou melhor, um omelete de pimenta biquinho e alho negro na cama!


A receita também foi presente do Sérgio.




Omelete de Pimenta Biquinho e Alho Negro  


           
Criada por A. Sergio Rossi
      
Ingredientes:


6  Ovos inteiros batidos ( garfo ou misturador )
5 ml  ou 1 colher chá   de Molho de Pimenta leve ou Crepibiq*             
2 col de sopa  de Azeite ou Óleo de Girassol ou Canola     
½ xícara de Pimenta biquinho cortadas ao meio.
1 Cebola pequena picada.
5 dentes grandes de Alho Branco picados.
8/10 dentes de Alho Negro fatiados
2 Damascos Secos picados
1 colher sopa de Azeitonas verdes picadas


Temperos: Usar conforme hábitos e disponibilidade.    Colheres de chá    Sal, Salsinha, Cebolinha, Orégano, Manjericão, Pimenta Dedo de Moça sem semente. Flores comestíveis para decorar. Pimentas biquinho.
*creme de pimenta biquinho ( não arde )


Modo de fazer:


Na frigideira esquente em fogo alto o azeite ou óleo. Comece fritando o alho, depois adicione a  cebola, as azeitonas e as pimentas. Quando estiverem fritos/dourados acrescente o alho negro e o damasco. Jogue os ovos batidos. Diminua o fogo. Com uma colher/espátula vá revolvendo o fundo da frigideira. Quando perceber que a parte de baixo
está bem cozida, com auxílio de um prato vire a omelete observando para que não queime.
Pode-se virar a omelete 2 a 3 vezes até estar totalmente dourada e cozida.
Coloque em uma travessa redonda enfeitando com salsinha, cebolinha e pimentas bico doce
inteiras.




Vocês não estão pensando que só os filhos comeram, né?! Eu também experimentei e realmente estava show!!!! O sabor do alho negro é algo muito,muito especial e não é à toa que vem ganhando a simpatia de chefs pelo Brasil.

Vale conhecer. Pelo site da Cia. de Especiarias Rossi você pode comprar não só o Alho Negro, mas outros produtos especiais também, como o creme de pimenta biquinho usado nesta receita.

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quarta-feira, 28 de julho de 2010
Pancetta é pancetta



Tem um ditado que diz: "Mãe é mãe e vaca é vaca." Simples assim...não dá pra confundir! Pois é... eu fico indignada quando escuto alguém chamar pancetta de bacon ou vice e versa! Pancetta é pancetta!


Ontem passei por isso. Uma destas pessoas que insistem em nos visitar sem avisar (normalmente é parente quem faz isso...) surgiu do nada no meio da tarde dizendo que não tinha almoçado e estava com fome! (Com tanto restaurante por aqui). Precisava então preparar algo saboroso e rápido! Com todo capricho preparei um omelete com pancetta. Aquela original...bem italiana mesmo! O mesmo foi devorado e muito elogiado! Mas eu tive vontade de matar quando ouvi..."Omelete com bacon é muito bom sempre!"


Tentando conter o ódio, expliquei que não se tratava de bacon e sim de pancetta...Mas a doce criatura não conseguiu enxergar a  diferença...e pior que isso, disse que era frescura minha, um certo esnobismo até!

Pancetta é aquele tipo de coisa que não dá pra confundir. É Itália demais. Alguns insistem em dizer que pancetta é bacon de italiano. Não é. 
A boa pancetta é feita a partir da remoção de toda a carcaça da peça do porco, criado solto, e da posterior condimentação da carne concentrada com sal, pimenta-do-reino branca, alho,e iguarias como canela, cravo, noz-moscada, nozes, pimenta calabresa,funcho, louro, zimbro, aipo, cascas de laranja e limão e mostarda, dentre outros. É, então, curada — e não defumada —- por quase 15 dias e  enrolada em um formato similar ao do salame. 

O tempero muda de região para região, mas alho, noz-moscada, pimenta e funcho são comuns em sua preparação. 
É muito utilizada para incrementar pratos e molhos, mas pode ser servida só, apenas frita, como um antipasto. A pancetta possui um sabor delicado, apesar da grande quantidade de  sabores embutidos nela.
Na Itália e Espanha a pancetta caseira ainda costuma ser produzida e consumida em grande escala. É servida em fatias finas, quando é consumida sozinha; porém frequentemente é utilizada para dar sabor a outros pratos, especialmente molhos para massas. Receitas como o sugo all'a matriciana a utilizam como substituto para o guanciale, que é difícil de ser encontrado fora da Itália.

Na Espanha porções relativamente grossas são servidas como acompanhamento, muitas vezes fritas no azeite ou em sua própria gordura. Ovos fritos com chorizo e pancetta formam um café-da-manhã popular em algumas partes rurais do país.


Zona de produção de vinhos, queijos e embutidos, Piacenza é a única cidade europeia a contar com três produtos DOP (Denominação de Origem Protegida), o que significa que tais produtos são rigorosamente controlados e utilizam métodos de produção rígidos e tradicionais. E a
a Pancetta Piacentina DOP é um deles. 


A receitinha abaixo é show! Experimente!




Panceta Recheada com Molho de Maracujá 








Ingredientes para uma porção: 
 
. 1 panceta média inteira
. 100 g de tomate seco
. 150 g de presunto fatiado
. 150 g de arroz arbóreo já cozido
. ½ xícara de caldo de carne
. 2 colheres de sopa de creme de leite fresco para o risoto
. 1 colher de sopa de manteiga
. 3 colheres de queijo parmesão ralado
. sal e pimenta
. 150 ml de creme de leite fresco para o molho
. 50 ml de suco de maracujá concentrado
. 2 colheres de café de açúcar

Modo de preparo:

Recheie a panceta com o tomate seco e o presunto, asse em forno à 190ºC durante 40 minutos, reserve. Em uma panela derreta a manteiga, junte o arroz cozido e o caldo, tempere com sal e pimenta, misture o creme de leite (para o risoto) e desligue. Acrescente o queijo. Em outra panela coloque o creme de leite (para o molho) aqueça bem e misture o suco de maracujá, misture o açúcar e prove (não pode ficar muito ácido, se precisar coloque mais açúcar). Em um prato coloque o risoto no meio, fatie a panceta em fatias grossas de 1 dedo de espessura, coloque em volta do risoto e regue com o molho.

Fonte: Sadia








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domingo, 25 de julho de 2010
Molho chimichurri dando um "up" no churrasco




Fui convidada para um churrasco no sábado, mas o convite veio meio de última hora. Confesso que detesto ir a qualquer reunião sem levar um "agradinho" para o anfitrião. Coisas que se aprendem na infância...
Como o tempo era curto, não conseguiria preparar uma sobremesa legal. Foi aí que abri a geladeira e EUREKA!!! Encontrei um pote de Chimichurri prontinho, feito dois dias atrás. Estava resolvido meu problema! Separei um vidro desses que ja deixo preparadinho e enfeitado, enchi com meu Chimichurri e fui toda sorridente. Mais sorridente fiquei ao constatar que algo tão simples foi o destaque da reunião. Todos amararm!

O Chimichurri é um típico molho a base de ervas que acompanha todo bom churrasco argentino e que já é encontrado em algumas churrascarias brasileiras.

De etimologia controversa, alguns indicam sua origem em imigrantes ingleses que habitavam os pampas e que acostumavam acompanhar as carnes com molhos a base de curry. Quando solicitavam o molho, o faziam utilizando a expressão inglesa give me the curry (me da o molho) ou misturando o idioma local che mi curry (tche meu molho). E há quem diga que um comerciante britânico conhecido como Jimmy Curry, inventou o molho, e de seu nome surgiu a palavra.

O chimichurri é um molho delicioso e a mistura pronta de temperos para o seu preparo pode ser encontrada em supermercados e casas especializadas. Mas eu particularmente prefiro preparar o meu. Normalmente uso a seguinte receita:

Ingredientes:

1 alho-poró
1 colher (chá) de alho picado;
2 pés de salsinha
1/3 de 1 pé de salsão;
3 cebolas
1 maço de cebolinha verde;
2 colheres (chá) de pimenta-calabresa
1 colher (chá) de orégano;
meio litro de óleo de girassol
1/3 de 1 vidro de azeite;
meio litro de vinagre
sal a gosto

Modo de preparo:

Pique bem todos os ingredientes, e leve-os ao fogo, mexendo sempre, até o ponto de início de fervura, quando o fogo deve ser desligado. Deixe esfriar e leve à geladeira. Use frio ou levemente aquecido, na hora de temperar sua carne preferida, no próprio prato.


Se optar por comprar os produtos desidratados, você pode usar a seguinte receita:

Ingredientes:

10 g de alho e cebola desidratados
10 g de salsinha desidratada
10 g de pimentão desidratado
10 g de orégano desidratado
10 g de louro
10 g de cebolinha desidratada
10 g de pimenta calabresa desidratada e outras pimentas a gosto
300 ml de vinagre de vinho branco
600 ml de azeite de oliva

Modo de Preparo:

Em tigela, coloque todos os ingredientes, misture, cubra com filme plástico e leve à geladeira para descansar. O resultado será melhor após 3 dias de descanso. Sirva com carnes vermelhas.

Se há varias versões para a origem da palavra, há muito mais versões ainda para sua receita, porem independente do tipo de receita, aqui vão algumas dicas que podem ajudar a fazer um bom chimichurri:

- Mesmo quando indicado em alguma receita, recomendamos não utilizar azeite de oliva puro, óleos de sabor neutro, como o de girassol, combinam melhor com o molho. Se preferir pode-se optar por uma mistura a gosto dos dois. Óleo de soja também não é recomendado.

- Se a preparação vai ser consumida em um dia ou dois, pode-se incorporar ingredientes frescos na receita, se for para guardar deve-se usar ingredientes desidratados. Em ambos os casos é recomendável preparar o molho umas horas antes de ser servido.

- A utilização de água morna para re-hidratar os ingredientes acentua os sabores. Se diminui-se a quantidade de óleo na receita, o molho fica mais light, se diminui-se a quantidade de vinagre ele fica mais suave.

- Utilize vinagre de qualidade (sempre de vinho, não de maçã), pode ser aromatizado para dar mais sabor. Substituir uma parte deste por vinagre balsâmico, o resultado é agradável e suaviza o molho.

- As receitas básicas podem ser incrementadas com tomates e/ou pimentões picados bem fininhos. Para um jantar com bife de chorizo grelhado no fogão, pode-se requintar a receita com umas colheradas de tomate seco previamente processado.

- Ervas como o coentro e o manjericão não são tradicionais, mas aparecem em algumas receitas, se são de seu agrado use-as moderadamente. O alecrim tem um sabor muito acentuado, se for utilizá-lo, faça-o em pequena quantidade.

- Devido à popularidade do molho, já existem no Brasil misturas prontas para prepará-lo,sendo fáceis de achar em supermercados e lojas gastronômicas. Como não existe um padrão,são diferentes umas das outras, acentuando-se a presença de um ou outro ingrediente.Escolha a de seu agrado, podendo incrementá-la ao seu gosto.


O chimichurri é usado principalmente para fazer churrascos. Pode ser usado tanto para deixar a carne de molho antes de fazer o churrasco (marinada), como para molhar a carne enquanto esta sendo assada, ou mesmo para temperar depois de pronta.

Quando se usa para temperar a carne antes de assar (marinada), recomenda-se não deixar a carne mais de duas horas, caso contrário o sabor do molho se sobrepõe ao sabor da carne.

Agora, se você não vai preparar um churrasco completo, vale experimentar uma Linguiça Toscana Grelhada com Molho Chimichurri.



O chimichurri não é usado apenas com carnes. Cai muito bem em pratos vegetarianos, como vegetais na brasa ou bifes e hambúrgueres de soja.








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terça-feira, 20 de julho de 2010
Bottarga, o caviar italiano e agora brasileiro também

 

Muito tem se falado sobre a Bottarga. Procedente do Mediterrâneo, difundida na Antiguidade pelos Fenícios e consumida na Ásia por Japão e China, e na Europa, em especial na Itália, França e Espanha , há séculos, a Bottarga di Muggine vem a ser a ova de tainha processada artesanalmente e transformada no "Caviar do Mediterrâneo".


Conta a história que foram os fenícios, no início no século IX a.C., que difundiram o consumo de ovas desidratadas enquanto dominavam o Mar Mediterrâneo e parte da Ásia, fundando mercados e colônias desde a Ilha de Chipre até o Mar Egeu. 
Rica em proteínas, ômega 3, vitamina A, B, C, E, ferro, cálcio e, melhor, com baixo teor calórico, as ovas desidratadas e salgadas fazem parte da dieta mediterrânea. Na Grécia, a bottarga é consumida com pão integral aquecido. Já os italianos preferem consumi-la em fatias finas, com azeite e pedaços de limão. Na França, recebe o nome de poutargue e vai bem com torradas. Os russos não dispensam a iguaria servida com pão e salada.

No Brasil a costa catarinense é onde se concentra a maior parte da produção brasileira, sempre entre os meses de maio e julho, quando as tainhas migram das águas frias do Sul em direção ao norte do Brasil. Fora desse período, a pesca é proibida, o que garante o caráter sustentável da produção. 

No mercado, a bottarga chega em duas versões: inteiras (para ser fatiadas na hora de servir) ou raladas.

Degustar a Bottarga é sentir um mar de sensações, tão frescas quanto uma brisa à beira da praia. Especiaria presente nas cozinhas e mesas dos quatro cantos do mundo, ela é um acompanhamento nobre, porém simples, capaz de trazer à tona prazeres e paladar inesquecíveis


Por aqui, a iguaria ainda está sendo apresentada aos comensais e nem todo mundo se sente à vontade com o sabor forte de mar.Entre os chefs, no entanto, não há dúvida do valor do ingrediente. As ovas desidratadas têm sabor marcante e expressivo, além de serem muito versáteis e podem dar um toque especial e sofisticado a qualquer receita, seja fatiada ou ralada. Uma iguaria capaz de transformar qualquer prato em obra-prima.





VELOUTE DE ABÓBORA E MANJERICÃO COM BOTTARGA E CROUTON



Receita e foto extraídas daqui



INGREDIENTES


• 500 g de abóbora
• 1 cebola picada
• 1 cenoura picada
• 2 dentes de alho
• 1/2 litro de leite
• 250 ml de vinho branco
• 150 ml de creme de leite
• sal, pimenta e bottarga gold a gosto



PROCEDIMENTO


Cortar todos os ingredientes grosseiramente, refogar com manteiga sem corar os legumes, acrescentar o leite e o vinho branco e deixar cozinhar até o seu ponto de cozimento. Passar no liquidificador, acrescentar o creme de leite sal pimenta e bottarga gold.


Emulsão de Manjericão: 1 maço de manjericão, 1 dente de alho, sal e pimenta.
Acrescentar 250 ml de caldo de legumes, passando todos no liquidificador.





Crouton


Cortar 3 croutons de pão branco, passando pela torradeira, misturar 60de gorgonzola, 20 ml de creme de leite e bottarga gold ralada com sal e pimenta a gosto.
Após preparado colocar sobre os pães brancos e levar ao forno por mais 1 minuto a 180 graus.



Montagem


Colocar o creme de abóbora num copo de 350 ml, acrescentar a emulsão de manjericão. Ao lado os 3 croutons de gorgonzola com três camarões médios cozidos em cima do crouton.



RENDIMENTO
2 pessoas




Abaixo um vídeo ensinando a preparação caseira da Bottarga

video






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domingo, 18 de julho de 2010
Vai um Dry Martini aí?!



Que eu sou "cervejeira" todos já sabem. Mas existem dias, principalmente naqueles momentos "eu comigo mesma" que adoro colocar uma musiquinha anos 80 e vagarosamente bebericar um Dry Martini. Principalmente naqueles dias que me sinto meio "Marion Novaes".

Já tenho a minha receita preferida.Mas esta ainda é uma dúvida que acompanha a maioria das pessoas.


Uma dose de gim e cinco gotas de vermute ou duas doses de gim e uma de vermute? Limão ou  azeitona? A discussão sobre a receita original do Dry Martini – o drinque mais clássico e pedido do mundo – tem a idade do próprio. Teria sido inventado em 1910, no Hotel Knickerbocker, em Nova York, pelo barman John Martini, para atender a um pedido do magnata americano John D. Rockefeller, que desejava algo simples mas diferente. A partir daí, a mistura ganhou o mundo como um coquetel excitante, com sabor de viagem.


A polêmica sobre a sua receita original é tão grande que, em uma de suas passagens pelo célebre Harry’s Bar, de Veneza, o escritor americano Ernest Hemingway se saiu com a seguinte tirada: “Se algum dia você vier a se perder na selva africana, nada de desespero. Sente-se sobre uma pedra e comece a preparar um Dry Martini. Eu garanto: em menos de 5 minutos vai aparecer alguém dizendo que a dosagem de gim e vermute está errada”.

Discussões e fórmulas à parte, a preparação do coquetel, mesmo simples, é um verdadeiro ritual, pelo menos pra mim.


O copo

Escolho uma taça de haste fina e bordas delicadas e deixo-a no congelador por alguns minutos.

O gelo

O coquetel deve ser preparado num copo misturador, o chamado mixing glass. Ponho entre quatro e seis pedras de gelo inteiras – evito pedaços picados, que derretem facilmente.
Gelo bem o copo e escorro o excesso de água.

O gim

Despejo sobre o gelo uma dose generosa de gim – inglês, é claro -, que você pode escolher entre o Gordon’s, o Tanqueray, o Beefeater ou o Bombay, todos na lista dos melhores.

O vermute

Pingo sobre o gim cinco gotas de vermute, de preferência o clássico francês Noilly Pratt.

A mistura

Com uma colher longa – a de bar se chama bailarina -, dou algumas mexidas rápidas e vigorosas. Lembre-se: o drinque é apenas mexido, nunca batido.

Ao servir

Tiro a taça do congelador e, usando um coador de bar, despejo o drinque na taça.

O Dry Martini é sempre servido sem o gelo.

O limão

Corto uma fina casca de limão, retirando com cuidado a polpa branca. Em seguida, torço a casquinha de modo que o sumo do limão caia sobre a mistura. Passo a casca em toda a borda da taça e joguo-a fora. Espeto uma azeitona verde com um palito e coloco no drinque.

E aí...Vai um Dry Martini aí?!

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quinta-feira, 15 de julho de 2010
Curso de Extensão - Alta Gastronomia - FAAP


Recebi ontem a notícia da formação de uma nova turma para o Curso de Extensão em Alta Gastronomia da FAAP.

O mesmo inicia-se em setembro e terá a duração de quinze meses.


Dividido em 15 módulos , o curso tem como objetivo proporcionar a ampliação do repertório cultural enogastronômico, despertando o senso critico para avaliar restaurantes, compreender fenômenos ligados ao tema, além de preparar os alunos para montagem e gestão de negócios no segmento.


Durante 15 meses duas aulas semanais teóricas recebem professores e profissionais renomados. Mensalmente, aos sábados, são realizadas aulas práticas de demonstração e degustação.

As disciplinas teóricas oferecidas serão:

História da gastronomia
Cultura gastronômica
Patrimônio gastronômico brasileiro
Restaurante e cardápio
Food-design
História e cultura das bebidas
Enogastronomia
Enologia
Jornalismo e gastronomia
Turismo gastronômico
História da arte
História da filosofia, antropologia e história da religião
Elegância e hospitalidade
Gestão de negócios, administração e marketing da gastronomia
O gourmet

O corpo docente é formado por nomes como:

PROFESSORES

Alessandra Blanco
Ana Luiza Trajano
Breno Raigorodski
Davi Goldman
Felipe Ribenboim
Gabriela Mascioli
Guta Chaves
Jorge Lucki
Lucia Sequerra
Marcos Morais
Martim César Feijó
Silvio Passarelli
Wladimir Stein

CHEFS

Ana Luiza Trajano — Brasil a gosto
Ana Soares — Mesa 3
Andréa Kaufmann — AK delicatessen
Emanuel Bassoleil — Hotel Unique
Felipe Ribenboim — Dois
Gabriel Broide — Dois
Helena Rizzo — Maní
Leo Botto — La frontera
Lucia Sequerra — Santa Madalena
Luciano Boseggia — Federazione Italiana Cuochi
Mara Salles — Tordesilhas
Rodrigo Oliveira — Mocotó
Tsuyoshi Murakami — Kinoshita

PALESTRANTES

Ailin Aleixo — Gastronomia e crítica
Arnaldo Lourençato — Gastronomia e crítica
Carla Saueressig — Chá
Cilene Saorin — Cerveja
Daniela Hispagnol — Viagem e gastronomia
Daniella Romano — Aromas e enologia
Dolores Freixa — Patrimônio cultural da gastronomia
José Guilherme Ferreira — Vinho e cultura
Jum Nakao — Gosto e bom-gosto
Leila Furlan — Vinho e mercado
Neide Rigo — Produtos e alimentos
Ricardo Maranhão — História da gastronomia 

SERVIÇO:
Datas: terças e quintas a partir de setembro de 2010
Horário: 19h30 às 22h45
Local: FAAP — R. Alagoas, 903
Tel: 3662-7311 ou 3662-7312
Com certeza um curso que vale à pena!


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segunda-feira, 12 de julho de 2010
Gaffel Kölsch: A Kölsch Original




O mundo virtual realmente me fascina. Atualmente minhas maiores paixões são os blogs e o Twitter. No segundo, tenho contato constante com assuntos que amo. Gastronomia e cervejas são os principais. Entre aqueles que sigo, figuram bares, restaurantes, chefs e  distribuidoras e importadoras  de bebidas.

Adoro quando surgem promoções no Twitter. E se é para retwittar eu RT mesmo! Mas confesso que nunca acreditei que pudesse ganhar!

No dia sete (07/07/2010) ao entrar no Twitter deparei com o seguinte twittie:

Parabéns @mkatiamc você foi a vencedora de hoje http://sorteie.me/zKEGanhou um belo Barril de Gaffel Tema da Copa http://migre.me/UOPj
Confesso que quase enfartei! O autor de tal twittie foi o @stuttgartnews. A Stuttgart é a importadora brasileira com a maior variedade de alimentos e bebidas originais da Alemanha  e está situada em Blumenau, SC.

Isto se deu numa quarta-feira. No sábado, minha alegria triplicou ao receber meu presente! Barril de cerveja EDIÇÃO LIMITADA feito exclusivamente  para a Copa do Mundo 2010. Barril com 5 litros de cerveja Kölsch original, companhado de duas baquetas para transformar o barril em um tambor para fazer muita festa durante e após os jogos da copa.
É isto que eu chamo de "jogar o sapo n'água"!


A Gaffel Kölsch é fabricada desde o século 13 na cidade de Köln (Colônia), no Estado de Nordrhein Westfalen / Alemanha. É a mais conhecida cerveja da região de Colônia na Alemanha. Sua graduação alcoólica é de 4,8% e a temperatura ideal para apreciação é de 6-8°C.

A tradição de Colônia diz que um copo de cerveja Kölsch não pode nunca ficar vazio. Caso o copo esteja quase vazio, uma nova rodada deve ser imediatamente providenciada sem nem mesmo perguntar aos que estão tomando.

Kölsch é uma denominação de origem, que tem por objetivo identificar as cervejas que são fabricadas na cidade de Köln (Colônia) na Alemanha. Desde 1985, nenhuma cervejaria situada fora da região de Colônia na Alemanha pode legalmente utilizar a denominação“Kölsch”.

Não me restou outra alternativa a não ser convocar os filhos e genro para assistirem comigo a final da Copa do Mundo, degustando meu presente harmonizado com as receitinhas que passo a seguir:


Bolinho de Bacalhau 





Ingredientes:

1 kg de batata tipo baraca
1 kg de bacalhau dessalgado
4 gemas
4 ramos de salsa
100 ml de azeite
Modo de preparar:
Cozinhe o bacalhau até ficar macio. Limpe-o e desfie bem fininho. Cozinhe a batata e depois a amasse. Misture o bacalhau com a batata, as gemas, a salsa e o azeite. Faça os bolinhos e frite-os em óleo de soja bem quente. Sirva com azeite.

Lula frita




Receita e foto retiradas do Paladar

Ingredientes

250g de lulas limpas cortadas em anéis, com os tentáculos grandes cortados ao meio no sentido do comprimento;
Farinha de trigo, quanto baste para empanar;
3 ou 4 pimentas jalapeño cortadas em rodelas (opcional);
Sal e pimenta-do-reino moída na hora a gosto;
Gomos de limão para espremer na hora de comer;

Preparo

Ponha 5 centímetros de óleo vegetal numa frigideira funda, leve ao fogo médio/alto. Enquanto esquenta, espalhe as lulas (¼ da quantidade de cada vez) em diversas camadas de papel toalha e coloque outras tantas camadas por cima, apertando um pouco para drenar o máximo de líquido possível.

Tempere as lulas com sal e pimenta-do-reino. Despeje a farinha numa tigela.
Quando o óleo estiver quente, passe ¼ das lulas na farinha, dê uma peneirada e agite para retirar o excesso de farinha.

Ponha as lulas no óleo com um pouquinho das pimentas jalapeño (caso queira), ajustando o calor para manter uma temperatura constante.

Frite até as lulas estarem douradas e cozidas, por cerca de 2 minutos. Não deixe fritar demais.

Retire com uma escumadeira e deixe escorrer em papel absorvente. Salpique sal. Comece a segunda rodada enquanto come a primeira, com limão.

Confesso que o resultado do jogo foi o menos importante! O momento cerveja-famíla, valeu o dia!

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sábado, 10 de julho de 2010
Mangarito - A trufa brasileira




Um ingrediente raro, pequeno e feioso, vem conquistando chefs de todo o Brasil. Trata-se do mangarito, tubérculo da mesma família do inhame, que estava quase extinto até ser redescoberto pelo agricultor João Lino Vieira, que voltou a plantá-lo no interior de São Paulo.

O mangarito é nativo da América do Sul. Tem muita gente que faz confusão entre ele e a taioba. Elas são plantas da mesma família, parecidas, mas têm raízes diferentes. A raiz lembra a batata.

A primeira vez que ouvi falar do mangario, foi pela Chef Roberta Sudbrack no Twitter. Ela o conheceu pelas mãos da colega de profissão Mara Salles, do restaurante Tordesilhas, e se apaixonou. “É um sabor muito novo, algo para o qual não temos uma referência. Para começar, é um tubérculo que tem acidez, o que é incrível, já que a raiz não tem contato com o sol. O paladar é muito sutil, mas ao mesmo tempo instigante e ácido”, diz a chef. “Nas minhas pesquisas também descobri que a casca, normalmente não usada pelas pessoas, quando torrada, além de deliciosa, tem gosto e aroma de café e chocolate”, complementa ela.
Roberta considera o mangarito a trufa brasileira. E não é exagero. Afinal, o tubérculo só é encontrado uma vez por ano. 

Segundo informações do Instituto de Agronomia de Campinas (SP), o mangarito precisa ser mais pesquisado. Mas, já se sabe que ele é muito nutritivo, pois tem um alto teor de pró-vitamina A.

O mangarito quase desapareceu, para tornar-se, tempos depois, uma preciosidade culinária ao lado de outras raízes do BrasilVale à pena ler um pouco mais sobre ele nesta Reportagem Globo Rural

Abaixo, algumas receitinhas que poderão ser testadas caso você tenha o privilégio e encontrar esta raridade!

Velouté de mangarito com açafrão-da-terra

Ingredientes:

* 2 colheres de sopa de manteiga
* 1 colher de sopa de açafrão-da-terra
* 500 g de mangaritos (ou inhame) limpos e descascados
* 100 g de cebolas cortadas em tiras finas
* 200 ml de creme de leite fresco
* 1 galho de tomilho
* sal e pimenta-do-reino a gosto.


Modo de Preparo:

* Aqueça a manteiga em fogo brando e refogue as cebolas bem devagar
* junte os mangaritos (ou inhames) e continue refogando até virar um purê
* Junte o tomilho e metade do creme de leite fresco
* Coloque o sal e a pimenta
* Deixe ferver o restando do creme de leite fresco com o açafreão
* Sirva o velouté em cada tigela com um fio desse creme.


Risoto de Frango Com Mangarito


Ingredientes

- 1/4 de xícara de azeite
- 1 colher (sopa) de margarina
- 200 g de peito de frango picado em cubos bem pequenos
- 1 pitada de pimenta-do-reino
- 1 colher (sopa) de tempero pronto (salsa, alho, cebola)
- 2 tomates sem pele (separe a polpa)
- 1 cebola grande picada
- 1/2 cenoura bem picada
- 1 colher (sopa) de molho inglês
- 1 cubo de caldo de galinha
- 300 g de mangarito (dos bem pequenos) descascados e
cozidos
- 100 g de talo de couve-flor (cortado em rodelas)
- 1/4 de xícara de vinho branco
- 3 xícaras de arroz cozido meio al dente
- 150 g de queijo parmesão ralado grosso
- 1 colher (sopa) de cheiro-verde bem picado

Modo de Preparo

Aqueça o azeite com a margarina, cozinhe o frango já temperado com a pimenta e com o tempero pronto. Em seguida, coloque o tomate, a cebola, a cenoura, o molho inglês e o cubo de caldo de galinha. Deixe fritar. Adicione a polpa do tomate, o mangarito cozido e os talos da couve-flor e deixe refogar. Depois, acrescente o vinho branco e deixe evaporar um pouco. Junte o arroz cozido incorporando-o a todos os ingredientes. É importante que não deixe o caldo secar. Ainda quente, misture o queijo parmesão e o cheiro-verde.


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terça-feira, 6 de julho de 2010
Mais filminhos gastronômicos...hahah

No post anterior falei sobre alguns filmes interessantes para as férias. Por coincidência, recebi faz algum tempo, de um amigo, as sugestões abaixo... Ri muito! Acho que vocês vão gostar!


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sábado, 3 de julho de 2010
Filmes e férias....ou férias e filmes!!!



Durante o ano, passamos a maior parte do tempo esperando as férias chegarem, mas quase sempre esquecemos de pensar no que vamos fazer com elas. Como o dia-a-dia nos sufoca, vamos agüentando até o limite e, quando elas chegam, nos jogamos nelas por alguns dias como se estivéssemos em coma e depois de pouco tempo vemos que estamos entediados de não fazer nada. Por que isso?! Mas é a pura verdade!

Já sabendo que é assim, por que então não agir de forma diferente nestas férias?! Que tal passar na sua locadora e pegar aqueles filmes que você vive falando que vai assistir mas...

Foi pensando nisso que separei a lista de filmes abaixo. Filmes "gastronômicos" que com certeza tornarão suas férias mais saborosas!





A COMILANÇA
Gênero: Drama
Título original: La Grande Bouffe

A GRANDE NOITE
Gênero: Drama
Título original: Big Night

A MULHER DO PADEIRO
Gênero: Comédia
Título original: La Femme du Boulanger

AMOR A FLOR DA PELE
Gênero: Drama
Título Original: In The Mood For Love

AS LUZES DE UM VERÃO
Gênero: Drama
Título Original: À La Verticale de l’été

BAGDA CAFÉ
Gênero: Comédia
Título original: Bagdad Café / Out Of Rosenheim

COMER, BEBER, VIVER
Gênero: Drama
Título original: Yinshi nan nu


COMO ÁGUA PARA CHOCOLATE
Gênero: Romance
Título original: Como agua para chocolate

DELICATESSEN
Gênero: Comédia
Título original: Delicatessen

HISTÓRIAS DE COZINHA (Salmer Fra Kjøkkenet)
Gênero: Comédia

HERENCIA (Herencia / Inheritance )
Gênero: Drama


MONDOVINO
Gênero: Documentário
Título original: Mondovino

O AMOR ESTÁ NA MESA
Gênero: Comédia
Título original: Cuisine Américaine

O CHEIRO DE PAPAYA VERDE
Gênero: Drama
Título original: Mui Du Du Xanh

O COZINHEIRO, O LADRÃO, SUA MULHER E O AMANTE
Gênero: Drama
Título original: The Cook, The Thief, His Wife And Her Lover

O JANTAR
Gênero: Comédia
Título original: La Cena


O TEMPERO DA VIDA
Gênero: Drama
Título original: Politiki Kouzina

QUEM ESTÁ MATANDO OS GRANDES CHEFS DA EUROPA?
Gênero: Comédia
Tìtulo original: Who Is Killing the Great Chefs of Europe?

TAMPOPO – Os Brutos Também Comem Spaghetti
Gênero: Comédia
Título original: Tampopo

UMA RECEITA PARA A MÁFIA
Gênero: Drama
Título original: Dinner Rush

VATEL – Um Banquete Para o Rei
Gênero: Drama
Título original: Vatel


A FESTA DE BABETTE
Gênero: Drama
Título original: Babettes Gaestebud

ALIMENTO DA ALMA
Gênero: Drama
Título original: Soul Food

Boas férias!

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