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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Cachaça Gourmet 2011




Acontece em Belo Horizonte desde 5 de janeiro e irá até 28 de fevereiro o Festival Gastronômico Cachaça Gourmet, edição 2011.

Neste ano o evento terá a participação recorde de 25 restaurantes, que apresentarão coquetéis e pratos com receitas originais à base de cachaça de alambique. Cada estabelecimento trabalhará com uma das 25 marcas inscritas no Festival.

O público, por sua vez, poderá votar no prato e no coquetel de cada restaurante, utilizando cupons disponibilizados pela organização do evento.

Além disso, os restaurantes apresentarão aos seus clientes uma carta contendo todas as cachaças do Festival, com descrição de procedência e preço por dose ou garrafa fechada, cumprindo a proposta de divulgar e promover a cachaça de alambique de Minas Gerais.



 
O Cachaça Gourmet é um projeto do Clube Mineiro da Cachaça, realizado em parceria com Prefeitura de Belo Horizonte, Belotur, Convention Visitors Bureau, AMPAQ e Krug Bier.

Restaurantes participantes (e respectivos pratos):

Amigos e Antigos (Lombo de Panela Afogado no Molho de Cachaça e Jabuticaba);
Baiana do Acarajé (Moqueca com Pinga);
Bar do Bigode (Feijoada Embriagada);
Big Owl (Ninho da Coruja);
Boi Supremo (Porpetone Mafioso);
Botequim Seu Jorge;
Brothers Beer (Pernil nas Nuvens);
Caminho da Roça (Lombo Jumicéia);
Clube Mineiro da Cachaça (Línguiça Poética);
Empório Savassi (Língua de Sogra);
Emporium (Tropeirinho Lagoa Seca);
 Espaguete na Chapa (Filé de Tilápia ao Sugo da Cachaça);
Jardim de Minas (Filé de Gurujuba Flambado na Cachaça);
Oca dos Tapuias (Javali Embriagado na Oca);
 Pizza Burguer (Costelinha Pé-de-Cana);
Rima dos Sabores (Cordeirinho Molhado);
Surubim no Espeto (Surubim no Espeto Assado na Brasa);
Xico da Kafua (Lombo com Cachaça).


As cachaças utilizadas são:

Acuruy; Beijoca; Bocaiana; Caieira Velha; Caputira; Chapada Das Geraes; Cobiçada; Coluninha; Dedo de Prosa; Dona Beja; Extrema; Ferreira; Licores Marinho; Lucas Batista; Maria Boa; Magnífica; Ouro 1; Pau Brasil; Pendão; Pingo Verde; Poesia; Quebra Canga; Salideira; Século XVIII; Seleta; Vale Verde.

Mais informações pelo tel: (31)3372-7494 ou contato@minasgourmet.com.br

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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
As Paneleiras de Goiabeiras



Há mais de 400 anos, uma técnica indígena usada para fabricação de utensílios é passada de geração em geração, no Espírito Santo. Com ela, são moldados um dos ícones da cultura brasileira: as panelas de barro usadas para fazer uma das comidas típicas mais festejadas do Brasil, a moqueca.

A fabricação artesanal de panelas de barro é o ofício das Paneleiras de Goiabeiras, em Vitória. Por praticamente não ter sofrido mudanças desde a época em que foi desenvolvida pelos índios tupi-guarani e una, que habitavam a região, essa atividade predominantemente feminina e familiar foi tombada, em 2002, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como patrimônio imaterial. As Paneleiras foram o primeiro bem cultural de natureza imaterial inscrito no Livro de Registro de Saberes, criado pelo Ministério da Cultura em 2000.

A argila para a produção das panelas vem do Vale do Mulembá, distante 20 minutos de barco.

Uma das poucas coisas que mudou na forma original de fazer as panelas é que, agora, as mulheres trabalham juntas e não mais cada uma no quintal de sua casa. Há 17 anos foi criada a Associação das Paneleiras de Goiabeiras. Lucilina Lucidata de Carvalho, de 65 anos, preside a entidade há dois, mas durante 14 anos fez parte da diretoria. Já a técnica da fabricação da panela de barro, ela domina desde que se conhece por gente.

Produzir as panelas é uma tarefa quase exclusiva das mulheres.

No grande galpão da associação, 117 mulheres produzem três mil panelas por mês. Apesar de ser uma atividade tradicionalmente feminina, alguns homens já trabalham. Segundo Lucilina, são filhos de paneleiras que iam com suas mães no galpão “e pegaram amor” pelo ofício. Um deles é seu sobrinho. Na verdade, todo mundo por ali é aparentado porque a maioria é descendente dos índios da região, como Lucilina.

Goiabeiras é um bairro de Vitória, distante cerca de 35 minutos do centro. Segundo Lucilina, a associação luta, atualmente, para ter uma loja fora do galpão porque, “o lugar é escondido”. Mesmo assim, é comum o local receber a visita de muitos turistas que acompanham o trabalho das paneleiras.

Tudo começa com a retirada da argila do Vale do Mulembá, distante 20 minutos de barco do galpão. Essa tarefa cabe aos homens da região, geralmente maridos e filhos das paneleiras. Lucilina informa que são retiradas “mil bolas” de barro por mês do vale. Cada bola é formada por cinco quilos de argila. Com uma bola, são feitas duas panelas e suas tampas.


Quando chega ao galpão, o barro passa por um processo de limpeza no qual são retirados as pedras e os restos vegetais. Em seguida, o material é pisoteado até que se transforme em uma massa uniforme, macia e maleável. A partir daí, começa o trabalho das mulheres. Lucilina conta que uma panela pode ser feita em até cinco minutos. Mas, depois de moldado, o utensílio é colocado ao ar livre para secar. Depois, é alisado com um seixo rolado para retirar os grãos de areia mais grossos. Nesse ponto, as paneleiras reúnem sua produção e queimam suas panelas em fogueiras. No final da queima, as peças, ainda quentes, recebem um tratamento de superfície com tanino retirado da casca das árvores do mangue onde fica o galpão, dando a coloração específica das peças. Esse processo pode levar de dois a três dias. A panela mais barata, a pimenteira, custa R$ 2,00 e a mais cara, que faz moqueca para dez pessoas, R$ 50,00.

Ao sair com sua panela do galpão, o comprador é informado por Lucilina que é preciso fazer outra queima antes de utilizá-la na cozinha. Para isso, deve-se colocar dentro da panela duas colheres de óleo de cozinha, de preferência óleo de oliva, levando-a em contato com o fogo. O óleo queimará e, quando a fumaça começar a ficar preta, o fogo deve ser apagado. Tudo isso para que os materiais usados na confecção das panelas não interfiram no sabor da comida.

As panelas compradas no galpão têm um selo que atestam a sua origem artesanal. Foi essa a forma que as mulheres encontraram para diferenciar seus utensílios dos industrializados. Segundo Lucilina, as panelas industriais são feitas de barro misturado com cimento e são queimadas em fornos feitos de pneus. “As nossas panelas são as originais, não vieram do Paraguai”, brinca.

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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Moqueca baiana x Moqueca capixaba



Uma moqueca é sempre bem vinda.

A moqueca (termo utilizado no Brasil) é um cozido de peixe e outros frutos do mar com diferentes temperos. Tradicional ítem da culinária brasileira, há inúmeros modos de preparo, sendo estes variações regionais das receitas originais indígenas.
A Moqueca baiana, conhecida apenas por "Moqueca" em diversas regiões do país, inclui em sua receita tradicional o leite de coco e azeite de dendê (essenciais para configurar uma moqueca, segundo o lexicógrafo e folclorista Câmara Cascudo ).

Uma variante bastante conhecida e apreciada da Moqueca é a Moqueca capixaba. Tal prato tem origem no estado do Espirito Santo, conhecido por ser grande manufaturador de panela de barro, utilizada em diversas regiões no preparo da Moqueca.

De origem indígena, era originalmente feita numa grelha de varas ou ainda apenas folhas de árvores cobertas por cinzas quentes (o que era chamado moquém).

A primeira menção da moqueca num documento histórico foi numa carta do padre português Luís de Grã, datada de 1554, onde ele afirma que "quando se dispunham a comer carne humana, os índios assavam-na na labareda", isto é, no moquém. Em 1584, outro padre, Fernão de Cardim, comenta que eram moqueados peixes, batata, mangará, entre outros alimentos.

A moqueca atual não é assada, e sim refogada.

Que tal testar as receitas abaixo e provar a diferença entre elas?


Receita da moqueca baiana

A moqueca deve ser feita em uma panela grande, de preferência uma que retenha bem o calor. A tradicional panela de barro é a mais indicada.

Ingredientes


Postas de peixe. Badejo é o mais comum para a moqueca, mas xerne, pescada amarela e namorado são opções possíveis.
Tomates
Cebolas
Pimentões coloridos
Azeite de dendê
Leite de côco
carne
Limão
Sal
Pimenta do reino
Camarões (opcional)

Preparo

Lave as postas do peixe e tempere o peixe com limão, sal e pimenta do reino. (Guarde a cabeça para fazer um pirão.) Se for incluir camarão, tempere-os com muito limão. Pique os legumes em rodelas grossas, de um ou dois centímetros de espessura (um dedão). Comece a montar a moqueca na panela. Todo o fundo e paredes da panela devem ser cobertos com rodelas de cebola, pois elas aguentam melhor o excesso de calor. A seguir alterne camadas de tomates e pimentões, regando de vez em quando com um pouco (pouco mesmo!) de dendê e leite de côco. Se você também acha que o coentro é um tempêro forte, coloque-o inteiro, sem picar, para que seu sabor não fique muito pronunciado, e para que se possa separá-lo no prato.

O peixe cozinha mais rápido do que os legumes. Ligue o fogo, e coloque as postas na panela somente após o início do cozimento dos legumes. Regue um pouquinho mais de dendê e leite de côco sobre as postas, e ponha mais alguns galhinhos de coentro.

Fique atento e não deixe o peixe cozinhar demais. Pode-se incluir um pouco de pimenta, mas o melhor é servi-la à mesa para que cada um coloque a sua dosagem.

A receita acima é uma receita tradicional.Mas as moquecas da Dadá sâo as mais famosa da Bahia! Dadá é dessas baianas que dá gosto de ver. Tem um sorriso largo, franco. Parece até que nasceu rindo.




Moqueca mista de peixe e camarão da Dadá

Ingredientes:

300 g de badejo ou vermelho
300 g de camarão fresco
3 tomates grandes picados
2 cebolas grandes picadas
1 pimentão médio picado
1 molho pequeno de coentro
4 galhos de cebolinha verde
suco de 1 limão
leite grosso de 4 cocos
3 colheres de sopa de azeite de oliva
2 colheres de sopa de azeite de dendê
4 dentes de alho
1 colher de sopa de sal


Preparo:

Tempere o camarão e o peixe com alho, sal, 4 galhos de coentro e deixe descansar por pelo menos uma hora. Pique e machuque o restante dos temperos, adicione o suco de limão e divida em duas partes. Coloque numa panela o peixe e o camarão com uma parte do tempero e leve ao fogo para refogar por três minutos, sem mexer. Em seguida coloque o leite de coco, mexendo sempre, com cuidado pra não quebrar o peixe. Depois coloque a outra parte do tempero e o azeite de oliva, deixando no fogo por mais 15 minutos. Antes de retirar do fogo, coloque o azeite de dendê. Decore com tomate, cebola, pimentão em rodelas e folhas de coentro. Sirva com arroz e farofa.

Essa e outras delícias de Dadá também podem ser encontradas no livro "Tempero de Dadá", de Paloma Jorge Amado.



A moqueca capixaba é um prato típico da culinária do estado brasileiro do Espírito Santo - de onde advém o nome: capixaba é o natural deste estado e esta moqueca é considerada um dos seus pratos típicos.Diferindo da moqueca tradicional - que obrigatoriamente deve levar leite-de-coco e azeite de dendê  - a receita capixaba prescinde desses ingredientes.

Receita

Esta é uma receita comum para o prato. Aqui, os ingredientes são para seis pessoas.

Ingredientes

2 quilos de peixe fresco (badejo, namorado, papaterra, robalo, pargo, cação, etc.);
2 maços de coentro;
2 maços de cebolinha verde;
2 quilos de tomate;
Óleo;
Azeite;
Colorau;
Sal e pimenta a gosto; e
Suco de limão.

Preparo

Os peixes ideais são aqueles sem muitas espinhas e de consistência firme. Pode-se também, pelo mesmo método, fazer-se uma moqueca de camarão, de lagosta, de sururu, etc. O importante é que a moqueca capixaba não leve nem azeite-de-dendê e nem leite de côco.

Limpe bem o peixe, corte-o em postas e deixe-o em uma vasilha com sal e o suco de limão. Deixe o peixe "descansando" enquanto prepara os outros ingredientes. O ideal é que a moqueca seja preparada em uma panela de barro. Ponha nesta panela 2 colheres de óleo, azeite a gosto, cebolinha verde picada, cebola cortada em rodelas e coentro picado, tomate e colorau. Aliás, pode-se usar tanto o colorau já em pó, como o colorau em sementes (urucum). Nesse caso, começa-se por colocar as sementes no óleo e fritá-las um pouco, para que liberem sua cor. Atenção: elas costumam "pular" (estourar) no óleo quente. Depois que o óleo já estiver bem colorido de vermelho, descarte as sementes utilizadas).
Em seguida, sem esperar refogar os ingredientes que já estão na panela, arrume as postas do peixe e repita a camada de temperos picados, cebolas, tomates e peixe, e assim sucessivamente. É importante não adicionar água, pois durante o cozimento, o peixe e os tomates vão liberar seu próprio líquido . Deixe cozinhando em fogo brando e quando abrir fervura, se quiser, coloque umas poucas gotas de limão. Tampe a panela e após 10 minutos ou 15 minutos, experimente o sal. O peixe não deve ser mexido na panela e também não deve ficar cozinhando muito tempo, senão endurece.
Se quiser, quase no final do cozimento, acrescente camarõezinhos descacados (quantidade a gosto). É bom não acrescentá-los muito cedo, senão ficam borrachudos. Outra dica: é interessante tirar a pele dos tomates antes de utilizá-los na moqueca, caso prefira-os cortados em rodelas. Para tal, basta colocá-los durante 1 ou 2 minutos em água bem quente. Retirá-los e puxar a pele, que se soltará fácilmente.
Para o pirão, que tradicionalmente acompanha a moqueca, o processo é o mesmo. Utiliza-se outra panelinha e as partes menos "nobres" do peixe, como a cabeça, por exemplo, pedaços menores, rabo, etc. Acrescente os mesmos temperos, proporcionalmente à quantidade de pirão que se deseja fazer. Depois que o peixe estiver bem cozido, retire-o, verifique o tempero e acrescente ao caldo que ficou na panela, a farinha de mandioca, crua. Acrescente-a em "chuva" e aos poucos, mexendo bem o pirão, até atingir a consistência desejada.
A moqueca chega à mesa na panela em que foi cozida, geralmente fumegante, acompanhada de seu pirão e de arroz branco. É considerada saudável e relativamente barato seu preparo.

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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Comida de Buteco ganha o país


Em seu aniversário de doze anos, o Comida di Buteco desembarcará em três novos estados e estreia em mais uma cidade mineira, totalizando 15 sedes do evento pelo Brasil. Os novos palcos  do concurso gastronômico mais divertido do país serão Fortaleza, Manaus, Juiz de Fora e Belém. Prepare-se, no primeiro semestre de 2011 o Brasil inteiro vai butecar junto! E claro, escolher o melhor prato, o melhor atendimento, a melhor higiene do local e a cerveja mais gelada.

Em 2010 o Comida di Buteco movimentou onze cidades brasileiras. O evento esteve em Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Salvador, Goiânia, Campinas, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Montes Claros, Poços de Caldas e Ipatinga.

E vamos butecar gente! é bom demais!

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sábado, 15 de janeiro de 2011
Espelho, espelho meu...




Com o verão a pleno vapor, a vontade de ir correndo para uma das minhas prais preferidas tem apertado...Não seria nada mal uma semaninha na Praia do Espelho...

Localizada entre os povoados de Trancoso e Caraíva, a praia do Espelho é considerada uma das mais encantadoras do Sul da Bahia. Perfeita por natureza e bucólica por vocação, reúne águas azuis que formam piscinas naturais, gigantescas falésias brancas e avermelhadas, riozinhos e coqueirais. Juntam-se a este pedaço do paraíso o charme rústico das pousadas e o estilo único das barracas de praia que espalham pela areia, com muito capricho, esteiras e espreguiçadeiras cobertas com almofadões coloridos.





Espelho reflete as conseqüências de ser uma das praias mais bonitas do Brasil.  Os hóspedes, no entanto, sofrem no verão com a invasão dos turistas de Porto Seguro. Para inibir a lotação, os pousadeiros recorrem aos preços altos e à cobrança de consumação mínima. Mas é só caminhar para o norte, depois do riozinho, que o Espelho propriamente dito, com falésias e sem alma-viva, fica uma maravilha. Ao sul, depois de uma bonita área de piscinas naturais batizada de Praia dos Amores, as enseadas praticamente desertas continuam até Trancoso.



A barraca de praia da pousada Enseada do  Espelho é um charme só. Alta gastronomia, bebidas mais que especiais e a natureza dando um show à parte formam um conjunto perfeito e um convite irrecusável a momentos mais que especiais...

Vamos prá lá?!

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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Bahia de todos os sabores



Para fazer comida baiana legítima, na cozinha tem que ter pimenta de cheiro, leite de coco e azeite de dendê. Um cheiro de coentro fresco, também. Rica em sabor, perfume e cor, essa cozinha é fruto da herança africana, mas também de hábitos alimentares dos índios e portugueses, num equilíbrio apreciado em todo o Brasil, e que já atravessou fronteiras verde-amarelas.

Se a Bahia não fosse de todos os santos, certamente seria de todos os sabores. As influências africana, indígena e européia contribuíram para a composição de pratos saborosos e perfumados com o azeite-de-dendê.

Dona de uma das culinárias mais marcantes do País, a Bahia atrai pela diversidade que traz às panelas. Esta harmonia de sabores, é moldada desde o distante século 15, e, nos últimos anos, está começando a incorporar novas receitas ao seu cardápio.


O maior exemplo está em Salvador, porta de entrada para a Baía de Todos os Santos - ou de todos estes sabores. A cidade que exala aromas tradicionais de vatapá, caruru, tapioca e acarajé, entre outros pratos imortalizados nos romances de Jorge Amado ou nas músicas de Dorival Caymmi, é também o palco das principais criações contemporâneas.

"O baiano está cada vez mais curioso com o que tem no mundo da gastronomia", afirma o chef Edinho Engel. Mas, conta o chef belga Laurent Rezette, do Chez Bernard, é bastante recente o fato de o baiano aceitar novas receitas com os seus ingredientes favoritos. "No passado, preparei uma mil-folhas de siri que incomodou muitos clientes", afirma Rezette.

Abaixo duas deliciosas receitas baianas. Uma bem tradicional e outra com requintes contemporâneos.




Frigideira de maturi
por Mabel Veloso


Ingredientes:

800 g de maturi (já aferventado);
1 xícara (chá) de leite de coco;
2 colheres (sopa) de camarão seco triturado;
2 tomates;
1/2 pimentão;
1 cebola;
4 ramos de coentro;
1 colher (sopa) extrato de tomate;
1 colher (sopa) de azeite de oliva;
1 colher (sopa) de farinha de trigo;
6 ovos;
óleo quanto baste para untar;
farinha de trigo quanto baste para polvilhar;
sal a gosto

Preparo:

Coloque num processador a cebola, o tomate, o pimentão e o coentro. Bata bem até ficar moído. Adicione o maturi e bata ligeiramente para misturar os ingredientes. Reserve. Numa panela, coloque o leite de coco, o extrato de tomate, o azeite, o camarão e o maturi já misturado com os outros temperos e acerte o sal. Cozinhe em fogo alto e mexa bem, por cerca de 15 minutos, até ficar sem caldo. Bata 2 ovos e adicione à frigideira, misture tudo e deixe em fogo alto até cozinhar o ovo (cerca de 5 minutos). Num prato refratário, untado com óleo e polvilhado com farinha de trigo, coloque o maturi cozido com os temperos. Cubra com os demais ovos bem batidos e misturados com 1 colher de farinha de trigo e sal a gosto. Leve ao forno alto (200ºC) e asse por 20 minutos ou até que os ovos da cobertura estejam assados como um bolo.

Para servir corte em talhadas e sirva com arroz, pão ou puro.

Dica: o maturi é encontrado entre dezembro e janeiro. Aproveite a época para comprá-lo e congelá-lo. Dura cerca de 6 meses




Camaráo empanado em tapioca

Por Chef Edinho Engel


Ingredientes:
12 unidade(s) de camarão rosa sem casca(s)
quanto baste de sal
quanto baste de pimenta-do-reino preta
quanto baste de limão
quanto baste de farinha de trigo
2 unidade(s) de ovo
100 ml de leite
1 dente(s) de alho
500 gr de farinha de tapioca
1 unidade(s) de cebola pequena(s)
1/2 unidade(s) de pimentão vermelho em cubos pequenos
1 unidade(s) de pimenta de cheiro
1 colher(es) (sopa) de salsinha
2 colher(es) (sopa) de coentro
100 ml de vinagre branco
200 ml de Azeite extra virgem


Modo de preparo:


Limpe os camarões, deixando o rabo e reserve. Prepare o molho lambão: Corte a cebola em cubinhos pequenos, assim como o pimentão e a pimenta. Pique bem miúdo a salsinha e o coentro. Misture tudo e reserve. Bata os ovos e misture o leite, tempere com ½ dente de alho micro picado, sal e pimenta do reino branca.


Tempere os camarões com sal, limão e pimenta do reino, passe-os pela farinha de trigo. Em seguida pelos ovos e então pela tapioca.


Frite-os em óleo abundante à temperatura de 180 º, por uns 3 minutos. Enxugue em papel toalha e sirva, como aperitivo com o molho lambão.


Molho lambáo


Ingredientes:


½ maço de coentro
½ maço de cebolinha verde
1 tomate maduro médio
1 tomate médio
1 cebola branca média
1 pimentão médio verde
6 pimentas malaguetas verdes amassadas
3 pimentas de cheiro amarelas amassadas
Sal
Azeite doce
Vinagre de vinho tinto
1 limão


Modo de preparo:


1.Amasse as pimentas
2.Junte todos os temperos picados, coloque sal a gosto
3.Esprema o limão e coloque bastante azeite doce
4.Coloque vinagre de vinho
5.Deixe descansar por 1 hora na geladeira
6.Sirva na temperatura ambiente


Não raro, os chefs que passam por Salvador se encantam com o potencial das matérias-primas locais. Descobrem verdadeiras riquezas em visitas aos principais mercados da cidade, como a feira de São Joaquim, na Cidade Baixa.



Em suas barracas, uma diversidade de pimentas (malagueta, de cheiro, dedo-de-moça), peixes e frutos do mar (pescada amarela e o caranguejo azul guaiamum) e uma infinidade de frutas pouco conhecidas, como tamarindo e biri-biri, além de muito quiabo, feijão-fradinho, jiló e camarão seco.


E viva a Bahia de todos os sabores!

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sábado, 8 de janeiro de 2011
Sauce béarnaise



Sauce Béarnaise é um molho quente francês tradicional, feito da redução de vinagre, vinho, estragão e finalizado com gemas de ovo e manteiga. É servido com carne, peixe, ovos e vegetais.A receita é originária de região de Béarn, localizada entre a França e a Espanha.

Receita Francesa de Sauce Béarnaise

Ingredientes:

1 xícara (chá) de vinagre de estragão(ou vinagre de vinho branco)

6 grãos de pimenta do reino preta

1 folha de louro

4 cebolas roxas pequenas picadas

1 colher (sopa) de estragão fresco picado

1 colher (sopa) de salsa picada

4 gemas

1/2 colher (chá) de sal

1 e 1/4 xícara de manteiga cortada em pedaços

Modo de Fazer:

Em uma panela pequena coloque vinagre, pimenta, louro, cebola, estragão, salsa, leve ao fogo médio, cozinhe até o líquido ficar reduzido a cerca de 3 colheres (sopa) e retire do fogo. Apóie uma peneira sobre outra panela pequena, coe a mistura e reserve. Em uma panela pequena, coloque gemas, sal, bata vigorosamente com uma colher de pau, junte o líquido coado e misture bem. Leve uma panela com água ao fogo alto, deixe ferver, baixe o fogo para mínimo e encaixe a panela com as gemas na borda da panela com água (não deixe o fundo da panela encaixada tocar na água quente para o molho cozinhar somente no vapor). Mexendo sem parar com uma colher de pau, junte os pedaços de manteiga, um de cada vez, só acrescentando o seguinte quando o anterior estiver bem incorporado à mistura; quando toda a manteiga for usada, verifique o tempero e tire do fogo. Passe o molho para uma molheira previamente aquecida e sirva imediatamente, acompanhando carnes grelhadas, frango, peixe, lagosta ou ovos cozidos.

O molho é uma delícia! Dá um toque mais que especial a uma carninha grelhada.Ontem por exemplo foi dia de serví-lo com uma alcatra grelhada.

 
Alcatra grelhada com sauce béarnaise

Ingredientes

 
•1kg de alcatra cortada em 6 bifes grossos

•Sal à gosto

•Manteiga ou margarina para untar a grelha e a carne

Modo de preparo:

•Unte ligeiramente os bifes e coloque na grelha quente.

•Vire, só polvilhando com o sal.

•Reduza o fogo para que não queime, deixando no ponto de sua preferência.

•Sirva bem quente com Molho Béarnaise.

•Acompanhe com batatinhas salteadas e vagem cozida, couve de bruxelas ou ervilhas.

Rendimento: 6 porções

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domingo, 2 de janeiro de 2011
A falta que o iogurte grego faz




Depois da comilança e da bebedeira nas festas de final de ano,acordei hoje com vontade de levar uma semana saudável. Começar o dia com um iogurte grego, granola, frutas, pâo de centeio....Mas nâo tenho iogurte grego na geladeira! Aliás, nâo é em qualquer supermercado que encontro este iogurte. Normalmente quando o compro é no Verdemar.

Para quem nunca experimentou, o iogurte grego é algo excepcional, muito diferente do iogurte tradicional. É mais cremoso, com sabor de iogurte mais intenso, e claro, como tudo o que é bom, mais calórico. Mas é uma delícia, podendo ser utilizado para tudo o que se utiliza o iogurte normalmente e em muitos casos como substituinte de queijo cremoso e natas.

Se a receita pede iogurte grego e você não acha essa variedade pra comprar, uma opçâo é tentar tirar o máximo de soro possível do iogurte comum: use um iogurte integral natural de boa qualidade. Num guardanapo de pano, ou paninho de queijo forrando uma peneira, deixe o iogurte escorrendo durante uma noite, dentro da geladeira. Ele vai drenar um monte de liquido, que pode ser usado como ingrediente, e o iogurte vai ficar bem denso e cremoso, bem similar ao iogurte grego.

Uma outra opçâo, um pouco mais trabalhosa e demorada é usar a receitinha abaixo.


Ingredientes:


1 litro de leite gordo

1 iogurte natural sólido
200 ml de natas (opcional)

1/2 medida (copo de iogurte) de leite em pó

5 colheres de sopa de açúcar  (se preferir, reduza o açúcar ou não coloque nenhum)

Preparo:

Misture bem todos os ingredientes: comece por juntar o leite em pó, o iogurte e o açúcar. Quando a mistura estiver sem grumos junte o leite e a nata. Pode fazê-lo na iogurteira ou com o método tradicional: aqueça previamente o leite até que este fique morno. Misture o leite em pó, o iogurte e o açúcar, depois junte o leite aos outros ingredientes com uma vara de arames.
Esterilize um recipiente de vidro

Verta o líquido para o recipiente, aqueça o forno até que fique morno e desligue-o. Com o forno desligado, coloque lá dentro o recipiente. Duas horas depois volte a ligar o forno até que aqueça um pouco e desligue novamente. Volte a repetir esta operação se o iogurte continuar muito líquido. Deixe o iogurte dentro do forno por 7 a 8 horas.


Depois de pronto, coloque o iogurte na geladeira (com o recipiente tapado) durante pelo menos 3 horas. Deverá estar com esta consistência:




Agora este é o passo específico do iogurte grego: para que fique cremoso e com um sabor mais suave temos que lhe tirar o soro. Não jogue fora o soro, pois este é um ingrediente que pode ser utilizado para fazer pão.

Para tirar o soro, cubra uma peneira com um pano de algodão e coloque cuidadosamente o iogurte.

Coloque uma tigela por baixo da peneira e tape o iogurte com papel absorvente. Leve a geladeira de um dia para o outro.

É um pouquinho trabalhoso mas vale à pena!